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domingo, 12 de agosto de 2018

Currículo Breve de Jiddu Saldanha

Jiddu Saldanha fotografado por Fernanda Rigon - Cabo Frio - 2018
Ator-mímico, palhaço, dramaturgo e Diretor Teatral, com 30 anos de carreira. 
Estudou na PUC-Fundação Teatro Guaíra, de Curitiba, em 1989
Fez sua formação em mímica e pantomima com Everton Ferre e Luis de Lima. 

prêmios:

Jardim das Artes, São Paulo - 2004
Marcio Carvalho" Rio de Janeiro - 2007, 
Gran Prêmio Internazional Yolanda Hurtado - Chile - 2014
Prêmio Cabo Frio de Cultura - 2015 e 2018.
Prêmio Festival Carioca de Poesia - 2017.

Professor e diretor teatral:

É Facilitador de Mudanças Educacionais, formado pelo CECIP e International APS - (Centro Internacional para o Aperfeiçoamento das Escolas.) Holanda. 
É professor criador da pedagogia do curso de teatro OFICENA - Curso Livre de Teatro do Teatro Municipal de Cabo Frio - Desde 2013.
Professor da ESLIPA - Escola Livre de Palhaços do Rio de Janeiro.
Diretor artístico do TCC - Teatro Cabofriense de Comédia. 
Fundador do NUDRA - Nucleo Livre de Dramaturgia de Cabo Frio.

Jiddu Saldanha mora em Cabo Frio - RJ / 55 22 9 9612 2210  e-mail:  jidduks@hotmail.com 



terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Jiddu Saldanha - Grandes momentos em Videos.

Momentos da mímica tradicional clássica de Jiddu Saldanha, discípulo de Everton Ferre e Luis de Lima. 28 anos de história do espetáculo "Por Detrás do Silêncio". Quem viu, quem viveu esses momentos, jamais o esquecerá. Acredite na mímica, a arte do coração e da alma!
Segue abaixo, uma sequência de vídeos de alguns momentos ao longo da carreira de Jiddu Saldanha.

Show de mímica completo e na íntegra.

No Chile, em 2014, shows, conferências, oficinas. Primeiro estrangeiro a receber,
naquele país, o prêmio Yolanda Hurtado.

Em 2011, na cidade de Barbacena, durante a culminância da oficina de estatuísmo,
uma técnica milenar de mímica tradicional, ensinada para jovens e adultos.

Em 2010, uma entrevista inesquecível ao cartunista Ziraldo, falando um pouco da 
carreira artística e da arte da mímica, com uma linguagem direcionada à crianças.

Em 2009, abertura do Festival de Cinema de Cabo Frio, com uma bela homenagem 
a Charles Chaplin.

Em 1994, uma homenagem especial ao meu primeiro mestre de mímica,
Everton Ferre, no teatro do SESI, em Belo Horizonte, com a orquestra de câmara
"Carlos Vaz de Carvalho".

"A ARTE É ÚNICO MEIO DE TORNAR A VIDA POSSÍVEL" 
(Nietzsche)

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

O Maravilhoso Mundo da Mímica - SESC Piracicaba - Fevereiro de 2018.

Mímica tradicional clássica, emoldurada com palhaçaria e
música. Meus parceiros, Nathally Amariá e Harley em
um momento antes de inciarmos a função no SESC Piracicaba.
 FOTO: Gabi Tejada - 2018
A mostra "O Maravilhoso Mundo da Mímica", do SESC de piracicaba, não é apenas uma agenda que dá aos artistas envolvidos, a dignidade de ter um cachê e boa infra estrutura para trabalhar. Nesta mostra, o SESC se conecta com uma das melhores tradições do fazer artístico nacional, e oferece ao público, a possibilidade de ver o trabalho daqueles que, longe do glamour da mídia, estão por trás de grandes acontecimentos artísticos do país.

*
A mímica vem narrando sua história no Brasil desde a década de 50, quando Ricardo Baneira e Luis de Lima, cada qual na sua esfera, traçaram algumas bases que são seguidas até hoje, embora a juventude, em grande parte, desconheça a raiz histórica que pavimentou o caminho que fez desta arte, uma prática que hoje em dia, envolve centena, talvez milhares de artistas que descobrem, a cada dia, o valor que a mímica confere ao panorama artístico brasileiro.

Prezepio, personagem de "Por Detrás do Silêncio", muitas alegrias e
história pra contar. Foto: Gabi Tejada - SESC Piracicaba - 2018.
Quando me apresentei recentemente, no SESC de Piracicaba, o Iluminador, Guto, funcionário da casa, me contou ser genro do Ricardo Bandeira, um dos grandes mímicos brasileiros, pioneiro desta arte no Brasil. Bandeira foi um desbravador. Talvez, os mímicos brasileiros não se deem conta do quando devem a ele. Sua ousadia, de levar uma arte solitária, da forma mais solidária possível, foi um passo definitivo, para a construção da ecologia da mímica no Brasil. Guto me contou algumas histórias, de forma rápida, incrível é que, enquanto ele falava, minha memória refrescava e eu lembra que havia lido sobre algumas passagens da vida do grande mestre da mímica.  É incrível como tudo se completava e a informação ia se arredondando e tudo parecia fazer sentido. 
Meu único contato com Ricardo Bandeira foi através de um telefonema, em 1994, quando comecei a fazer um catálogo de mímicos, tive uma ótima conversa com ele, lembro que paguei uma conta telefônica bem alta e praticamente não tinha recursos para levar adiante a ideia deste catálogo que, apesar de tanto esforço, malogrou no meio do caminho. Mas deixou a marca de grandes amizades com praticantes desta arte como, por exemplo, a reaproximação com meu mestre Everton Ferre, e construção de uma teia de cumplicidade com os mímicos da minha geração e da geração anterior à minha. Eduardo Coutinho, Fernando Vieira, Lina do Carmo, Alberto Gaus e Vicentini Gomes, só para citar alguns.


No palco do SESC de Piracicaba, a mímica reconectada com sua tradição, através da mostra
"O Maravilhoso Mundo da Mímica". Foto: Gabi Tejada - 2018

A mostra que está sendo realizada no SESC de Piracicaba, durante este mês de fevereiro de 2018, tem forte valor simbólico para a arte da mímica. A curadoria foi feita pelo mímico de São José dos Campos, Carlos Alberto Javkin, que também viveu momentos incríveis e presencial com o mestre Ricardo Bandeira, dividindo com ele, uma vida dedicada à arte. Javkin recriou a linda forma de levar para uma instituição de peso, um pouco do esforço que é, praticar uma arte cheia de mistérios e quase invisível, no Brasil. 
Parabéns ao SESC de piracicaba, repetiu um feito só realizado pelo SESC consolação, em 1996. Uma mostra completa, de mímica, com direito a catálogo e informações sobre os praticantes desta arte.
Os mímicos estão aí, fortes e atuantes, o Brasil está na paisagem. A mímica é uma das mais antigas formas de arte teatral, na cultura humana. Uma forma quase primitiva de se expressar artisticamente. Apesar de tantas teorias, tantas técnicas, tantos discursos acadêmicos, o mímico ainda é aquela criatura que cutuca as pessoas de forma quase imperceptível em que  pese tantos ruídos da vida contemporâneo.
Hoje, sinto orgulho de ser Pantomimo Clássico, e pude sentir na plateia do SESC de Piracicaba, o quanto a juventude se fez presente e não perdeu a fé na nossa arte que se expressa através do gesto, do silêncio e dos sons larvários. Ser mímico, não é atingir milhões de pessoas com entretenimento, apenas, ser mímico é um sopro divino, no coração do público, que nos assiste em algum momento e, com ou sem agenda cheia, os mímicos brasileiros estão resistindo e seguem firmes no caminho.

(Jiddu Saldanha - Mímico e Blogueiro).

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Por Detrás do Silêncio - Na ativa!

Um espetáculo que já percorreu mais de 150 cidades brasileiras em 26 anos de muita alegria, levando o teatro para as pessoas que gostam de viver e curtir a arte da mímica. Jiddu é um dos poucos artistas que ainda fazem mímica clássica, no estilo Marcel Marceau. Faz parte da geração 80 e foi aluno de Everton Ferre e Luis de Lima. Hoje em dia, seu trabalho ganhou novos contornos e sua arte permanece viva. Veja e curta as aventuras deste artista, entrando em sua Fanpage no facebook. Curta e se divirta, conheça sua agenda e saiba porque, a mímica teatral e a pantomima de estilo, voltou a ser um grande atrativo nos teatros brasileiros.





Fotos: Ricardo Schmith




quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Mosquera, Colômbia, IV Festival Internacional de Teatro.

IV Festival Internacional de Teatro da cidade de Mosquera - Colômbia - de 26 de agosto a 02 de setembro!
Feliz por viver mais este momento, desta vez, pleno e realizando diversos sonhos ao mesmo tempo. Comemoração das 50 mil visitas no blog Mimica Maravilhosa, que faz da mímica um sonho de encanto e amor, com muita arte, energia e coração verdadeiro. 
A retomada, em 2017 da temporada com o espetáculo "Por Detrás do Silêncio", em cartaz desde 1992, portanto, completando 26 anos de estrada. 
Outra grande alegria é o convite para representar o Brasil no IV Festival Internacional de Teatro de Mosquera, Colômbia; aliás, um país que sempre quis conhecer, só não imaginava que seria de forma tão sublime. Adentrar as terras do grande mestre da literatura, Gabriel García Marquez, na condição de artista, podendo desfrutar de uma agenda de trabalho.
Outro grande presente, inestimável, é poder estar com a poderosa atriz Karol Schtitini, a quem tive o prazer de dirigir num solo, com o qual ela circula desde 2012. "Residência no Redemoinho" traz a marca de uma das mais fortes atrizes de seu tempo. Karol, tem uma carreira sólida e não são poucos os lugares por onde ela já andou com este magnífico espetáculo, cheio de energia, e muito amor, plantado ao longo do caminho. Mais do que isso, seu trabalho é da mais fina competência, o que por si só, já compensa 

Reencontro com Karol Shcittini na Colômbia - 2017
Jiddu Saldanha - Mímico e Blogueiro

domingo, 20 de agosto de 2017

O Ator - Segundo Plínio Marcos!

Em comemoração ao dia do ator, 19.08, publico aqui, um texto do dramaturgo e ator brasileiro Plínio Marcos, a quem aproveito para recomendar a visita a seu site, hoje, mantido pelos seus filhos. www.pliniomarcos.com
Plínio Marcos nasceu em 1935 e faleceu em 1999, deixou uma obra incrível e muitos seguidores. Foi e continua sendo um dos grandes mestres da dramaturgia brasileira. Seu legado, para quem ama o teatro, é incomensurável!

Plínio Marcos, dramaturgo brasileiro - 1935 + 1999

O Ator

(Por Plinio Marcos - 1986)

Por mais que as cruentas e inglórias batalhas do cotidiano tornem um homem duro ou cínico o bastante para fazê-lo indiferente às desgraças e alegrias coletivas, sempre haverá no seu coração, por minúsculo que seja, um recanto suave no qual ele guarda ecos dos sons de algum momento de amor que viveu em sua vida.

Bendito seja quem souber dirigir-se a esse homem que se deixou endurecer, de forma a atingi-lo no pequeno núcleo macio de sua sensibilidade, e por aí despertá-lo, tirá-lo da apatia, essa grotesca forma de autodestruição a que, por desencanto ou medo, se sujeita, e por aí inquietá-lo e comovê-lo para as lutas comuns da libertação.

Os atores têm esse dom. Eles têm o talento de atingir as pessoas nos pontos nos quais não existem defesas. Os atores, eles, e não os diretores e os autores, têm esse dom. Por isso o artista do teatro é o ator. 

O público vai ao teatro por causa dos atores. O autor de teatro é bom na medida em que escreve peças que dão margem a grandes interpretações dos atores. Mas, o ator tem que se conscientizar de que é um cristo da humanidade e que seu talento é muito mais uma condenação do que uma dádiva. O ator tem que saber que, para ser um ator de verdade, vai ter que fazer mil e uma renúncias, mil e um sacrifícios. É preciso que o ator tenha muita coragem, muita humildade, e sobretudo um transbordamento de amor fraterno para abdicar da própria personalidade em favor da personalidade de seus personagens, com a única finalidade de fazer a sociedade entender que o ser humano não tem instintos e sensibilidade padronizados, como os hipócritas com seus códigos de ética pretendem.

Eu amo os atores nas suas alucinantes variações de humor, nas suas crises de euforia ou depressão. Amo o ator no desespero de sua insegurança, quando ele, como viajor solitário, sem a bússola da fé ou da ideologia, é obrigado a vagar pelos labirintos de sua mente, procurando no seu mais secreto íntimo afinidades com as distorções de caráter que seu personagem tem. E amo muito mais o ator quando, depois de tantos martírios, surge no palco com segurança, emprestando seu corpo, sua voz, sua alma, sua sensibilidade para expor sem nenhuma reserva toda a fragilidade do ser humano reprimido, violentado. Eu amo o ator que se empresta inteiro para expor para a platéia os aleijões da alma humana, com a única finalidade de que seu público se compreenda, se fortaleça e caminhe no rumo de um mundo melhor, que tem que ser construído pela harmonia e pelo amor. Eu amo os atores que sabem que a única recompensa que podem ter – não é o dinheiro, não são os aplausos - é a esperança de poder rir todos os risos e chorar todos os prantos. Eu amo os atores que sabem que no palco cada palavra e cada gesto são efêmeros e que nada registra nem documenta sua grandeza. Amo os atores e por eles amo o teatro e sei que é por eles que o teatro é eterno e que jamais será superado por qualquer arte que tenha que se valer da técnica mecânica.                         

(Plínio Marcos - 1986)

sábado, 12 de agosto de 2017

Por Detrás do Silêncio, hoje, no USINA4, pelo Circuito Trigal de Artes.

Para quem não sabe, TRIBAL significa Associação Tributo à Arte e À Liberdade.

Hoje começa o Circuito TRIBAL de Artes e, quem vai inaugurar, será o espetáculo "Por Detrás do Silêncio", de Jiddu Saldanha e Álvaro Assad.  Pantomimas clássicas e contemporâneas interpretadas por Jiddu, mostrando um pouco da hoje, raríssima, pantomima teatral. Nos últimos 30 anos, os mímicos da geração 80 e 90, são os poucos que ainda preservam a pantomima em seus repertórios. Uma geração que veio no rastro de mestres como Ricardo Bandeira, Luis de Lima, Vicentini Gomes e Lina do Carmo e a referência mundial, o inesquecível do mestre francês, Marcel Marceau.
Com uma agenda de diversos artistas associados, que farão apresentações para ajudar a tirar a associação de sua crise financeira. Perto de completar 14 anos de existência, a TRIBAL construiu seu legado, junto aos artistas da cidade, oferecendo suporte técnico, produzindo reflexão crítica e apoiando produções locais. Tornou-se onipresente em festivais locais, cedendo seus equipamentos e reforçando a necessidade de construir um caminho de profissionalismo e autonomia para os artistas.
Chegar até aqui, entretanto, não foi tarefa fácil. A associação discute coletivamente todas as suas ações e, enquanto não chega a um acordo coletivo, os projetos não saem do papel. Desta forma, o ritmo, parece ser lento, mas não é. Quando os olhares se encontram e os projetos começam a acontecer, uma produção rica em diversas áreas começam fluir e tudo parece ser espontâneo, mas não é. Cada ação é o resultado de discussões, reflexões e uma longa espera até o ponto zênite de cada realização.

Criado em 1991, o espetáculo "Por Detrás do Silêncio" está em cartaz até hoje. Foto: Ricardo Schmith


O Circuito Tribal de Artes, em primeira mão, tem o objetivo de socorrer, financeiramente, a associação, mas é um evento que, sem dúvida, veio pra ficar e, não há dúvida, que mais uma vez, a associação vai se reinventar, sempre colocando, no foco, o artista, sua criação e presença, no cenário artístico da região.

SEVIRÇO
😃 Circuito TribAL de Artes apresenta:
“Por detrás do Silêncio” - Espetáculo de Mímica com Jiddu Saldanha
Dia 12 de agosto (sábado) às 20h 
Local: USIN4 – Rua Geraldo de Abreu, No 4 – Jd. Excelsior – Cabo Frio/RJ
Entrada: R$ 10 (meia/antecipado) e R$ 20 (inteira)
Indicação 10 Anos
Infos: 22 97401-8090
(Apenas 50 ingressos, garanta o seu!!!)