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terça-feira, 1 de março de 2011

Mímica e Cinema. Atores famosos e sua relação com a Mímica.


Klaus Kinski 


O Ator alemão Klaus Kinski, era preferido do cineasta Werner Herzog. Kinski nasceu em 1926 numa cidade que hoje faz parte da Polônia, Zolda. Duarante a guerra foi convocado pela Wermarch e desertou. Durante a guerra viveu num campo de prisioneiros inglês, onde fazia cenas teatrais e performances de mímica em troca de cigarro e algumas regalias mínimas.
Depois de livre, retornou à então Alemanha Ocidental e ajudou na reconstrução do país, fazendo recitais e performances, percorrendo o país de Ponta a Ponta. Sua filha, Natasha Kinski tornou-se musa do cinema nos anos 80. Quando Klaus Kinski morreu, em 1991, era festejado com um dos mais importantes atores do século 20.


Paulo Autran - "Todo Mundo já foi
mímico um dia".
São muitos os artistas de projeção internacional que já 
tiveram uma "passagem" pela arte da mímica e o aprendizado desta técnica já foi útil em alguns momentos de suas carreiras. Um deles, sem dúvida é o ator Paulo Autran, que, em 1988 recebeu no hotel onde estava hospedado, em Curitiba, uma parte da equipe da peça de teatro "Conversão", montagem do grupo Arte de A(r)mar, dirigida por mim. 


Num papo descontraído, Paulo Autran disse claramente a frase "Todo mundo já foi mímico um dia", com esta frase, metafórica, provavelmente ele quis dizer que há, num certo sentido, um fetiche pela mímica vindo da classe de atores. Muitos não mergulham fundo nesta arte por julgá-la difícil demais. Outros aprendem algumas pantomimas ou alguns "truques" e seguem adiante em suas carreiras, mas tem aqueles que vão fundo e se tornam atores de grande expressão e destaque nacional e mundial.

Jéssica Lange, atriz que se tornou estrela de Hollyood na década de 70/80 estava fazendo uma performance de mímica em algum logradouro de Paris quando recebeu o convite para fazer o filme que a tornou famosa:. "King Kong", uma versão de 1976, dirigida por John Guillermin que fez um estupendo sucesso nas telas do mundo inteiro e no Brasil virou febre.
Na década de 70 ela era espirante a atriz e muito dedicada ao teatro, daí então sua paixão por pantomima.


Mímica e Cinema


Uma das boas experiências que tive na minha vida artística como mímico foi o convite para fazer, no Cine Odeon, RJ a abertura de dois filmes importantes:
“Tempos Modernos” de Charles Chaplin e “Mon Oncle” de Jacques Tati, dois mestres do cinema onde a mímica é valorizada como arte principal.
Com estilos bem diferentes, o cinema de Chaplin está classificado como “cinema mudo”, devido ao famoso truque da câmera ligeira, onde os personagens se movem de forma rápida na tela.
Já o filme de Jacques Tati funciona em câmera normal, 30 frames por segundo, dando um tom realista ás cenas e com um detalhe importante: o uso mínimo da palavra falada e sem legendas, dão ao filme uma compreensão universal e nonsense do genial personagem Sr. Hulot.
Quando fui convidado para fazer a abertura destes dois filmes tão especiais da filmografia mundial, tinha de interagir com o público desde a bilheteria até a entrada/palco na sala escura onde fica a tela. Antes do filme o público via uma performance criada para dar um clima lúdico e um contato real com o tipo de arte que seria exibido na tela.
Sou grato à equipe do “Grupo Estação”.  Liderados por Isabella e Felícia, na época, duas pessoas que tiveram a visão de mostrar uma arte como a que pratico já a mais de 20 anos, por este Brasil, dentro de um contexto universal. A mímica agradece esses momentos visionários e inesquecíveis.
Uma outra experiência marcante foi a minha presença no "II Festival de Cinema de Cabo Frio", em 2008 onde levei ao palco uma homenagem ao “Grande Ditador” de Charles Chaplin, criando uma pantomima especialmente para a abertura daquele evento, momentos assim, merecem estar na biografia de um artista, o tempo vai passando e a memória vai ficando fixa naquilo que nos faz viver doces momentos de lembranças eternas.
Foi com este espírito de alegria e paixão pela arte da mímica que fiz questão de colocar na web o vídeo apresentado naquela noite, do “II Fetival Curta Cabo Frio”, Uma maneira simples de recriar um momento muito especial.



Veja o vídeo que abriu o "II Festival Curta-Cabo Frio", em 2008



2 comentários:

  1. por aqui nem só beleza
    nesses dias de paupéria
    nação de tanta beleza
    país de tanta miséria

    http://goytacity.blogspot.com/2011/03/o-racha-no-ministerio-da-cultura.html

    ventilador – jiddu saldanha – cinema possível
    http://www.youtube.com/watch?v=SVpwfLpwp00

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  2. jiddu: muito bom o texto...


    "...nesta manhã desventrada
    dos céus - o silêncio -
    ouço apenas o silêncio..."

    www.escarceunario.blogspot.com

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