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OBRIGADO POR ME PRESTIGIAR!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Oficina de Mímíca em São Mateus - ES

Será uma grande experiência profissional conhecer e participar de um festival de altíssimo nível como este, que irá acontecer em São Mateus - ES, compartilhar a arte e mostrar para o público interessado as técnicas da arte que pratico a mais de duas décadas!
Além de dar oficina de mímica, vou participar dos debates artísticos sobre as peças teatrais que serão apresentadas. Uma bela experiência profissional. É o teatro fazendo pulsar o coração e correndo forte nas vêias!
Para obter mais informações sobre o FENATE de São Mateus - ES, clique aqui


quinta-feira, 19 de julho de 2012

A Mímica que vem de Cuba.

Um grupo com desempenho de equipe e um elenco de mímicos jovens com grande futuro pela frente!


Maritza Acosta - Diretora
do grupo "Cuerpo Teatro
Fusión" - Cuba
Se pudéssemos exprimir com precisão, a sensação de conviver com os artistas cubanos, diria, “eles são aquelas pessoas que vieram de uma ilha onde a felicidade existe!”.  A sensação de vê-los era um pouco esta! Os jovens que vieram de lá para cá, na “Primeira Mostra Internacional de Mímica de Brasília” trouxeram não apenas seu alto astral, sua energia positiva e seu profissionalismo, antes, vieram com uma técnica corporal vigorosa e um sentido de equipe que mostrava, claramente, a força de um coletivo teatral!

Eles são de uma escola de nível técnico de Cuba, e que deu origem ao grupo “Teatro del Cuerpo Fusión” coordenado por Maritza Acosta e com uma equipe completa por trás. Nesta escola o estudo da mímica é formal, uma escola feita nos moldes da que Marcel Marceau criou na França, na década de 70 e onde, o artista tem um formação completa de mímica e pantomima, passando por um processo de estudos que inclui diversas disciplinas teóricas e práticas. O resultado é uma juventude vigorosa, focada e com grande esplendor artístico. Foi essa a sensação que tivemos ao vê-los no palco.
Teatro del Cuerpo Fusión - Espetáculo que trabalha diversos arquétipos
da mímica tradicional e clássica com muito bom gosto e belo conjunto.
Com uma composição cênica, ótimas coreografias e um desempenho individual e coletivo onde, os artistas se revezavam hora em formação de 3, as vezes com cenas solo e outras vezes, cenas envolvendo todo o coletivo. Na dramaturgia, pudemos conferir um trabalho clássico de pantomima tradicional feito com extremo profissionalismo.
Durante a apresentação, Mariza Acosta, através da dramaturgia dos mimodramas apresentados, costurou um encontro fantástico entre o Pierrot, Charles Chaplin e a Figura de um personagem que representava Marcel Marceau. Como pano de fundo, os demais personagens eram figuras cotidianas universais, identificadas com o cotidiano cubano o que nos fez ver, um espetáculo com estética simples, direta e muito crítica.

Cenas que criam possibilidades múltiplas rompendo tabus e ultrapassando
clichês na arte da mímica.
Vários temas foram mostrados através do espetáculo que era subdividido em pantomimas e costurado por uma idéia base que formava um todo muito bem composto com a trilha sonora e a iluminação, tudo muito bem articulado no conjunto total da cena. E foi assim que, com uma platéia lotada pudemos contemplar, no palco, o grupo “Teatro Del Cuerpo Fusión”, de cuba. Realmente uma experiência rara por aqui e que nos deu uma sensação de que a América Latina, hoje, tem referências bem distintas na arte da mímica.

sábado, 14 de julho de 2012

Goiânia e o grupo SonhusTeatro Ritual!


Quem esteve na Primeira Mostra Internacional de Mímica de Brasília, conferiu de perto, artistas de peso, nomes como Miqueias Paz, Luis Louis. A presença do artista colombiano Jader Guerra, o grupo Lume, a Cia Corpo Fusion, de Cuba, e o “Sonhus Teatro Ritual”. Sem dúvida, uma bela experiência para o público, ver o extremo cuidado e o brilhante desempenho dos artistas que fizeram da mímica a grande vedete de Brasília nos dias de 07 a 10 de Junho de 2012. Algo para permanecer na lembrança e no coração.

Com bela cenografia, ótimos atores, o espetáculo "Travessia III - Êxodo"
parece uma mistura de artes visuais com cinema, mímica e expansão da linguagem de ator.
Em conversas de pé de ouvido com diversas pessoas presentes no festival, havia uma grande expectativa em torno da linguagem do grupo “Sonhus Teatro Ritual”, O espetáculo trazido por eles,  “ Travessia III – Êxodo” , faz parte de uma trilogia que são elas: “Travessia I – A Partida”, “Travessia II – De Tão Longe Venho Vindo” e este que tivemos o prazer de conferir no Teatro Plínio Marcos, em Brasília, “Travessia III – Êxodo”, até hoje em cartaz e que tem como centro da linguagem e pesquisa da cena a “Mímica Butoh”.  
O espetáculo "Travessia III - Êxodo", juntou uma equipe
internacional e é ganhador de diversos prêmios.
Embora a dança japonesa de caráter revolucionário naquele país tenha o status de dança é importante frisar que, aqui no Brasil, o Butoh foi assimilado pelos grupos de teatro; em especial  o grupo Lume de campinas  -  que também nos brindou com um espetáculo com forte pesquisa de “mímica butoh”  e do qual falaremos num outro artigo em outro momento deste blog -  que troxe, inclusive, alguns artistas dessa área para o Brasil.
São muitos as pesquisas oriundas do Butoh. Por volta dos anos 90, quando estudei na escola Angel Vianna, e essa “estranha” forma de dançar ainda era novidade por aqui, exceto pelo fato de circular pelo universo Nipo-Brasileiro  de São Paulo e em alguns ambientes de dança contemporânea. O Butoh, porém, ganhou a popularidade, ainda que restrita, entre os praticantes de teatro em diversos locais do país e hoje é muito mais divulgado, oferecendo uma rica possibilidade de desenvolvimento artístico-corporal.
Grupo Sonhus Teatro Ritual de
Goiânia.
Já o grupo “Sonhus Teatro Ritual” é formado por educadores, pessoas que decidiram levar o teatro para a educação e, mais que isso,  buscaram ampliar seus horizontes artísticos pessoais desenvolvendo uma ousada busca por um fazer teatral mergulhado na pesquisa e no desenvolvimento da cena brasileira. Não há dúvida que estamos falando aqui de um grupo, que, se por um lado é novo, com seus 15 anos de existência, por outro lado vem contribuindo para a mudança de paradigma que estamos vendo acontecer, atualmente,  no teatro brasileiro.
Lemdo sobre o grupo “Sonhus Teatro Ritual”, percebi que se trata de uma equipe focada e mergulhada numa busca aprofundada do fazer teatral e foi este grupo que tivemos a oportunidade de ver e sentir no palco do teatro Plínio Marcos, na Primeira Mostra Internacional de Mímica de Brasília.
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