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segunda-feira, 4 de junho de 2012

O filme "O Artista" e a Mímica no Cinema.


Estou lendo uma “Biografia Definitiva” sobre Charles Chaplin, o livro é um calhamaço de 789 páginas, o nome do autor David Robinson em cujo texto de apresentação do livro, se identifica como crítico de cinema e diretor do “Festival de Cinema Mudo de Perdenone”. Ou seja, o CINEMA MUDO NÃO MORREU. Nunca morreu, nunca vai morrer.  
Vendo o filme “O Artista” de Michel Hazanavicius, simplesmente pude constatar que não só o Cinema Mudo não morreu como é possível retratá-lo a partir de uma estética contemporânea, ainda que o filme em questão, faça uma releitura do cinema mudo que durou até meados de 1930, na verdade é um filme construído com recursos e qualidade contemporânea e o que há de mais recente no filme, comparado aos filmes da década de 20 é a movimentação dos artistas em 30 frames por segundo. Afora isso, o filme “O Artista” é um libelo, um presente para nossa época.
Até então, os filmes mudos ou com poucas palavras, a partir da década de 50, do século passado, mais ou menos, passaram a ser considerados filmes Cult. O jargão, criado pela mídia teve como principal estratégia a reserva de mercado, a tentativa de matar o passado, salvando um único “exemplar da espécie”, Charles Chaplin.
Mas o cinema mudo nunca morreu e nem vai morrer assim como o teatro mudo, o circo mudo, enfim, a opção por uma arte muda, onde o silêncio somado de elementos que podem ser sonoros, inclusive a fala, podem dar o mote para um diálogo cênico mais profundo com o expectador. Todo mundo gosta de filme mudo. E o filme mudo evoluiu.
O filme “O Artista” é um presente, como já disse, pela forma como expressa sua mímica corporal e facial e a maneira como propõe um diálogo intenso que nasce na imaginação, na sensibilidade poética do expectador. Filmes assim são importantes, necessários, ajudam a gente a perceber nuances que só podem ser pinceladas pelo silêncio, pelo discurso orgânico vindo de contrações musculares e faciais, acompanhados ou não por música.
Para que curte mímica, recomendo este filme. Ele é básico e importante para nos ajudar a construir um universo corporal cênico que inclua, também, o silêncio e o comedimento das palavras.


FICHA TÉCNICA
Diretor: Michel Hazanavicius
Elenco: Jean Dujardin, Bérénice Bejo, John Goodman, James Cromwell, Penelope Ann Miller, Missi Pyle, Beth Grant, Ed Lauter, Joel Murray, Bitsie Tulloch, Ken Davitian, Malcolm McDowell.
Produção: Thomas Langmann, Emmanuel Montamat
Roteiro: Michel Hazanavicius
Fotografia: Guillaume Schiffman
Trilha Sonora: Ludovic Bource
Duração: 100 min.
Ano: 2011
País: França/ Bélgica
Gênero: Drama
Cor: Preto e Branco
Distribuidora: Paris Filmes
Estúdio: La Petite Reine / uFilm / JD Productions
Classificação: 12 anos


Um comentário:

  1. Belo Artigo! Coincidentemente, também já tínhamos assistido ao filme com o olhar de pesquisa para a mímica. Parabéns!!! Abraços!

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