UM ARTISTA PRECISA ESTAR SEMPRE PRONTO PARA RENOVAR SUA LINGUAGEM

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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O Retorno da Inocência.


Elisa e Guilherme na cena "O Circo"!
A pantomima é uma Fênix, já dizia Marcel Marceau e ela renasce, sempre, a partir de suas cinzas. A ave lendária é uma grande metáfora da arte e fornece subjetividade para reflexões profundas.  No 9º Festival de Esquetes de Cabo Frio (Fesq), uma cena teatral chamou a atenção pela simplicidade e gerou comentários generosos da platéia.
Em cena, um palhaço e uma mímica. Os atores Elisa e Guilherme, ambos, praticamente adolescentes, arrebataram o coração do público com uma narrativa simples e silenciosa retratando na cena “O Circo” um momento singelo. Foi um toque mágico no meio da noite veloz e conceitual do festival.
Os estilos e as linguagens existem para realçar questões estéticas, inquietações filosóficas por vias que variam de linguagem. O uso da pantomima numa cena teatral pode cair bem se ela vier com sua dramaturgia e características definidas e foi assim que pudemos notar o trabalho desses dois jovens artistas em cena.
Bom para o teatro, que recupera uma forma de expressão, bom para o público que vai fundo no seu silencio interior, bom para os artistas, que investigam uma linguagem tão complexas como um haicai. A pantomima, embora não pareça, para muita gente, é uma das mais difíceis formas de teatro e é tão antiga quanto o próprio homem, buscá-la como meio de expressão é um grande gesto de ousadia.
Parabéns aos artistas Elisa e Guilherme que construíram uma cena que conseguiu, por alguns minutos, levar o público para os labirintos de si mesmos e despertar a fênix interior.

(Jiddu Saldanha)

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