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quinta-feira, 30 de maio de 2013

Protagonismo mímico em Brasília - uma mostra inesquecível.

A Segunda Mostra Internacional de Mímica de Brasília foi simplesmente magnífica, palavras são poucas para expressar a importância que este evento tem para o Brasil de hoje. Uma emoção incrível  ver mímicos da terceira geração brasileira juntos com novos personagens que estão aparecendo a contribuindo para pavimentar este “misterioso” caminho da arte do gesto. Além da bela e profunda conexão com os mímicos europeus e hermanos de todas as Américas. A mímica, uma arte incrível e que agora encontrou sua máxima interlocução na mostra de Brasília, onde reside o mímico idealizador e curador, Miqueias Paz;  junto com um time de primeira, a produtora Matéria Prima deu um salto ousado ao conseguir convencer as bancas de editais a darem à arte da mímica, o protagonismo merecido!

Reunir mímicos, produtores e realizadores, juntos, num mesmo ideal: Protagonizar a arte da mímica perante o público brasileiro, em especial, o caloroso público das cidades de Brasília e Taguatinga, no planalto central.


Uma produção perfeita, organizada, dando ao artista mímico o mesmo tratamento de todos os grandes festivais de artes do Brasil. Hotel de qualidade, comida boa, tratamento igualitário para todos, estafe técnico, respeito ao trabalho de cada um, cumprimento integral de todas as clausulas contratuais, realmente, uma mostra que merece se repetir e continuar ajudando a colocar os mímicos do Brasil e do mundo, na evidência da cena teatral ultratual.

A simbologia presente e Real.

Na mostra internacional de Brasília, um acontecimento inédito: artistas, empresários, familiares e  público em geral, prestigiaram a emocionante homenagem a Miqueias Paz, que comemorou 30 anos de sua história como mímico. Depois de muitas viagens pelo mundo e de encantar o Brasil com seu trabalho original, ele e a cidade de Brasília definitivamente, encontraram num, o sorriso do outro, e os brasilienses caíram a seus pés. 
Entre tantas homenagens, um bolo de aniversário com uma réplica de sua figura, compartilhado com o brilho das mãos do artista que, na mesma noite, viveu a emoção de ver seu filho, Abder Paz, também mímico, saudá-lo com uma bela performance, naquele momento, era como se todo o público o agradecesse pelos anos de alegria e reflexão que trouxera para o imaginário da suntuosa e ao mesmo tempo, jovem capital brasileira.
O reconhecimento do público é quase que algo inédito na arte da mímica no Brasil, onde os artistas deste gênero, são obrigados a driblar a ignorância pedagógica em relação à prática desta forma de arte teatral, a dificuldade de colocar o discurso, no contexto da arte em geral, vem do fato que, talvez, o Brasil ainda não se pensou em sua potencialidade mímica, mas, sem dúvida, Miquéias Paz é um desses artistas que trabalha muito, divulgando e promovendo o ofício em si, mas do que a si mesmo.

A Terceira Geração de Mímicos:

Abder Paz, possibilidade de permanência de uma quarta
geração de mímicos no Brasil!
Tecnicamente, a primeira geração de mímicos do Brasil é formada por Ricardo Bandeira e Luis de Lima (anos 40/50), os mímicos presentes no festival de Brasília, quase todos são da Terceira geração (começaram a trabalhar na década de 80), incluindo Miqueias Paz, uma forma simbólica já que não temos um estudo sério feito sobre esse assunto. Nossos principais estudos de mímica em língua portuguesa brasileira, destacam as técnicas contextualizadas a partir de parâmetro sugeridos por dois grandes mestres desta arte divulgados no Brasil: Marcel Marceau e Étienne  Decroux.
O Surgimento de uma quarta geração já está se anunciando no horizonte, artistas que ainda não chegaram aos 30 anos de idade, com boa formação, muitos já superando definitivamente a lamentável  “rivalidade” entre as escolas. No Brasil, o que se pode ver é uma convergência de artistas que estão cada vez mais se engajando na prática da mímica e trazendo a discussão para o campo das possibilidades coletivas ao invés de “vaidades” e “picuinhas”, resquício de nossa eterna subserviência ao cânone europeu.
A experiência da mímica no Brasil, e agora, recentemente na mostra de Brasília, aponta para uma tendência onde as inúmeras possibilidades começam a ganhar corpo.  Tornando possível a reorganização e a busca de melhores inserções no mercado.

SERÁ QUE CONSEGUIREMOS? VAMOS AGUARDAR AS CENAS DOS PRÓXIMOS CAPÍTULOS.

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